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segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Conde de Linhares


Gazeta Extraordinaria, Quinta Feira, 16 de Maio de 1811
(leia o número completo aqui)

Extracto de huma Carta, datada em Pernambuco no dia 14 de Abril de 1811, e dirigida ao Illustrissimo e Excellentissimo Senhor Conde de Linhares.

Hoje 14 de Abril fundeou neste Porto o Navio Portuguez, Caridade, com 31 dias de viagem de Lisboa, o qual dá as notícias seguintes [...].

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Este número extraordinário da Gazeta vale pela referência ao Conde de Linhares, Dom Rodrigo Domingos Antonio de Sousa Coutinho. E vale para a indicação da biografia escrita pelo Marquez do Funchal em 1908, cuja segunda edição a Editora Thesaurus publicou (fac-simile) em 2008 (aqui). Uma comemoração do bicentenário da vinda da família real de Portugal e da fundação da Impressão Régia, destacando-se aqui que o Conde de Linhares exerceu uma das principais influências para a transferência da Corte.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A união venturosa



Gazeta do Rio de Janeiro, Sabbado, 11 de Maio de 1811
(leia o número completo aqui)

Sahio á luz o Drama com Muzica, intitulado: A União Venturosa. Obra de Antonio Bressane Leite para se representar no Faustissimo Dia dos Annos de S.A.R. Vende-se na loja da Gazeta, e no Real Theatro na noite deste Augusto Dia a 480 réis.

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Ato Único - Cena I
(leia o texto completo e com ortografia modernizada aqui)

[...]

Descem os dous gênios em um grupo de nuvens e cantam o seguinte:

DUETO.

Gênio Lusitano.

O tempo, que os bronzes come

Gênio Americano.

De quem quanto existe pende

Ambos.

A cadeia, que nos prende,
Jamais poderá quebrar.

Gênio Lusitano.

Oh que união tão ditosa!

Gênio Americano.

Oh que glória! Que ventura!

Ambos.

Sinto num mar de ternura
Meu coração palpitar.

Gênio Americano.

Mensageiro do deus que os bons premeia [sic]
Baixamos sobre vós, povos ditosos.
Eu sou o sacro Gênio, a quem foi dada
A glória de reger vossos destinos.
Sim, povos do Brasil, vós que noutra ora,
A cerviz inclinando a negras aras,
Só cumpríeis as leis que vos ditavam
Do báratro horrendo as ígneas Fúrias;
Que a par das feras por incultas brenhas
(Menos feras que vós) em sangue humano
Tingíeis da ignorância os grilhões duros,
Enquanto pelos cumes de altas serras
Não vistes tremular as lusas quinas;
E por lusos heróis que eternos vivem
Da memória imortal no templo eterno
Em honra ao céu, ao rei e à fé sagrada
Calcando p'rigos, afrontando a morte,
Vencendo de Netuno a fúria brava,
Nos vossos lares, venturosos lares,
Deram ao grande deus cultos sagrados.
Sabei, ó povos, com que glória o digo!
Que por lei que firmara a mão do eterno,
Na glória que gozais sois mais ditosos,
De quantos hoje habitam o vasto globo.
Sois de tanta ventura devedores
Ao Gênio tutelar do luso império.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Diabo Coxo




Gazeta do Rio de Janeiro, Sabbado, 26 de Janeiro de 1811
(leia o número completo aqui)

Tambem sahio á luz a Obra mui jocosa intitulada: O Diabo Coxo, 2 vol., por I&600 rs. Vende-se nas lojas de Manoel Pereira de Mesquita, e da Gazeta, onde se acha hum numeroso surtimento de Novellas em Portuguez, cuja relação se achará na mesma loja da Gazeta com os seus respectivos preços.

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Essa obra de Alain-René Lesage, de 1707, foi a primeira novela impressa no Brasil, provavelmente por iniciativa do livreiro-editor Paulo Martin Filho.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Almanaques


Gazeta do Rio de Janeiro, Sabbado, 17 de novembro de 1810
(leia o número completo aqui)

Acha-se na Imprensa o Almanak da Côrte do Brazil; e o seu Author pede por favôr a todas as Repartições queirão mandar-lhe á loja da Gazeta as alterações que tem havido desde Junho até ao fim deste mez.

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O Almanaque na Corte do Rio de Janeiro, ou Almanaque da Corte do Brasil, foi publicado a partir de 1810 e saiu em 1816 e 1817 (por Alexandre José Curado de Figueiredo e Albuquerque). Como não era publicado todos os anos, importava-se o almanaque de Lisboa. Duzentos anos depois, para variar um pouco e não postar a costumeira notícia correlata, fica apenas uma recomendação de leitura: revista Almanaque Brasil (edições no siteprograma na TV Cultura).


sábado, 13 de novembro de 2010

É Tudo Gente Morta



Convenço-me cada vez mais de que a vida inteligente da blogosfera em português se concentra na outra margem do Atlântico, e a certeza se consolidou diante do É Tudo Gente Morta. O blog é tão surpreendente que me força a não adiantar inevitáveis impressões, deixando que o leitor as vivencie in loco. Aproveito apenas para agradecer o retorno do autor Manuel S. Fonseca, que gentilmente escreveu sobre o Duzentos anos depois (aqui).